08 dezembro 2005

O ÚLTIMO POEMA - Manoel Bandeira

O ÚLTIMO POEMA
Manoel Bandeira

Assim eu quereria o meu último poema Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais limpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação

1 Comments:

Anonymous Claudionor said...

Boa! ..... Ao encontrar-me, cara a cara, com a "Poesia", aqui, descobri o valor da vida, no sentido inverso da paixão e entendi a razão do "suicida"!
Clor.

7:30 PM  

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