IMPROCEDENTE
Márcia Maia
Quase só nesta sexta de manhã
Busco abrigo entre as rimas do soneto
Apesar de saber-me aqui perdida
Qual romã a pender de abacateiro
Meio-morta e cansada do afã
De uma noite em plantão inda cometo
Um pecado ao tentar driblar a vida
Procurando uma agulha no palheiro
Que seria uma rima bela e rara
Pra rimar desencanto e solidão
Com amor essa coisa evanescente
Que atormenta e vicia feito tara
Que se tem mas se nega sempre em vão
: onde jaz essa rima improcedente?
Sexta-feira, Maio 19, 2006

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